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Região registra o primeiro caso suspeito de sarampo

Paciente foi internado no Hospital Estadual de Américo Brasiliense. Veja como se prevenir
Postado em: 09/08/2019 às 23:38
Autor: Redação
 Região registra o primeiro caso suspeito de sarampo
HEAB iniciou imunização dos funcionários após internação de paciente com suspeita de sarampo

A região de Araraquara registrou o primeiro caso com suspeita de sarampo. O paciente, cujos dados não foram revelados, foi internado no Hospital Estadual de Américo Brasiliense (HEAB) com os sintomas da doença, que é contagiosa.

Nesta quinta-feira (8), após a suspeita da doença, o HEAB realizou uma operação de bloqueio nas dependências do hospital. Entre as medidas adotadas está a aplicação da vacina tríplice viral em todos os colaboradores e prestadores de serviço da unidade de saúde.  Ficaram isentos da obrigatoriedade apenas as funcionárias gestantes ou “tentantes” de gravidez e quem já tomou a vacina nos últimos 30 dias.

O aumento nos casos da doença tem preocupado as autoridades sanitárias do país. Ao todo, 43 municípios brasileiros enfrentam um surto de sarampo - 39 só no estado de São Paulo.

 

Vacina é a melhor forma de prevenir o sarampo

O sarampo é uma doença viral altamente transmissível e pode ser contraída por pessoas de qualquer idade. O contágio acontece por meio de secreções respiratórias. Quem é exposto pode adquirir as infecções por gotículas emitidas por tosse ou espirro.

Diante desse quadro, a vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais segura e eficaz contra o sarampo, segundo especialistas, além de proteger também contra a rubéola e a caxumba. Porém, não é recomendada para crianças menores de 6 meses, gestantes e pessoas com contraindicações médicas.

“A vacinação é a forma mais eficaz para a prevenção contra o sarampo. Por isso, é importante que pais e responsáveis levem as crianças em uma unidade básica de saúde mais próxima de sua residência”, afirma Helena Sato, diretora de imunização da Secretaria da Saúde.

 

Sarampo

O vírus fica incubado por um período de 7 a 18 dias e pode resultar em quadros graves como pneumonia, diarreia, encefalite e até mesmo levar à morte. De acordo com o infectologista Ralcyon Teixeira, a doença geralmente se manifesta de forma mais acentuada nos primeiros dias após o contágio.

“Os principais indícios do vírus são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e aparecimento de inflamações avermelhadas na pele. Ao perceber os sintomas, o indivíduo deve procurar imediatamente atendimento médico”, alerta.

 

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença viral aguda, altamente contagiosa, que cursa com febre, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele (exantema maculopapular). O sarampo pode ser acompanhado de complicações sérias, principalmente em crianças menores de cinco anos, adultos maiores de 20 anos ou pessoas com algum grau de imunodepressão.

 

Como a doença é transmitida?

A transmissão é direta de pessoa a pessoa, por meio das secreções expelidas pelo doente ao tossir, respirar, falar ou respirar e que permanecem dispersas no ar, principalmente em ambientes fechados como, por exemplo: escolas, creches, clínicas, meios de transporte. As pessoas infectadas são geralmente contagiosas cerca de 5 dias antes do aparecimento da erupção cutânea até 5 dias depois.

 

Quais os sinais e sintomas?

O primeiro sinal do sarampo é a febre alta que dura de quatro a sete dias, acompanhada de coriza, tosse, olhos avermelhados. Após alguns dias surgem manchas avermelhadas na pele, com início na face e atrás do pescoço, progredindo em direção aos membros inferiores, duração de aproximadamente três dias, e desaparece na mesma ordem de aparecimento.

 

Quanto tempo após a exposição ao doente aparecem os sintomas da doença?

Os sintomas aparecem em média de 10-12 dias desde a data da exposição.

 

Quais as possíveis complicações?

O sarampo pode evoluir com complicações entre crianças menores de cinco anos de idade, sobretudo nas desnutridas, em adultos maiores de 20 anos, em indivíduos com imunodepressão ou em condições de vulnerabilidade. As complicações que podem ocorrer são a otite média, broncopneumonia, diarreia e encefalite. O óbito é decorrente de complicações, especialmente a pneumonia e a encefalite.

 

Existe tratamento?

Não há tratamento específico para o sarampo, apenas sintomático. As complicações devem receber tratamento de suporte e antibioticoterapia para as infecções secundárias.

 

Como prevenir?

A vacina tríplice viral é a medida de prevenção mais eficaz contra o sarampo, protegendo também contra a rubéola e a caxumba. No calendário de vacinação de rotina, a primeira dose deve ser administrada a toda criança de um ano de idade e uma segunda dose a crianças de 15 meses. Os adolescentes e adultos jovens até 29 anos de idade devem ter duas doses da vacina, e os adultos que nasceram após 1960, pelo menos uma dose, de acordo com os calendários de vacinação de adolescentes e adultos do Estado de São Paulo.

A vacina tríplice viral é recomendada aos profissionais da educação, da saúde, viajantes, além de profissionais que atuem no setor de turismo, motoristas de táxi, funcionários de hotéis e restaurantes, e outros que mantenham contato com viajantes internacionais. A vacina encontra-se disponível em todas as unidades de saúde do estado. Esta vacina não é recomendada para crianças menores de seis meses, gestantes e pessoas imunodeprimidas.

 

O sarampo é um problema no Brasil?

O Brasil recebeu a certificação de eliminação do sarampo em 2016. No entanto, o sarampo ainda é endêmico em vários outros países, como os da Europa, da África e da Ásia, existindo desta maneira o risco de importação para o Brasil do vírus destes locais onde o controle da doença ainda não existe. Nas Américas, um surto de sarampo iniciado em 2017 se mantém em curso na Venezuela e, em 2018 no Brasil, desde fevereiro de 2018, casos de sarampo foram confirmados nos Estado de Roraima, Amazonas, Pará, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.