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Procon autua estabelecimentos por venda de carne pré-moída

Empréstimo sem autorização liderou ranking de reclamações em 2021
Postado em: 27/12/2021 às 07:23
Autor: Redação
Procon autua estabelecimentos por venda de carne pré-moída

O Procon de Araraquara divulgou o ranking de reclamações recebidas e ações de fiscalização realizadas ao longo do ano de 2021. O órgão presta atendimento pessoal a todo consumidor que encontre problemas ou dúvidas no mercado de consumo, como compra de produtos, contratação de serviços, serviços oferecidos por instituições financeiras, serviços oferecidos por operadoras de plano de saúde e administradoras de benefícios, entre outros, sempre com atendimento gratuito.

O Procon de Araraquara realizou durante o ano um total de 6.267 atendimentos, sendo 1.439 presencialmente (1.140 no balcão, 292 retornos e 7 encaminhamentos de fiscalização) e 4.828 a distância (4.139 por telefone, 55 pelo Facebook e 634 pelo Whatsapp).

A venda de carne pré-moída em alguns estabelecimentos gerou reclamações em Araraquara. "Isso é proibido porque a carne deve ser moída na presença do consumidor, porque temos pessoas que agem de má fé, colocando restos de limpeza das carnes, moendo junto e vendendo ao consumidor a preço de carne de qualidade. Então é muito importante o consumidor ficar atento a essas questões", conclui o coordenador.

A reclamação recordista de atendimentos na cidade, no entanto, se refere a empréstimos consignados realizados sem a autorização do consumidor, ou seja, é um valor depositado na conta do consumidor sem ele ter solicitado e mesmo assim o banco passa a cobrar as parcelas sem autorização. Segundo o coordenador do Procon Araraquara, Rodrigo Martins, a maioria dos casos foi resolvida. "Quase 83% daquilo que chegou até o Procon de reclamação foi resolvido na intermediação que fazemos com os fornecedores", revelou.

Em relação a fiscalização, o Procon realizou 83 visitas fiscalizatórias no município, em estabelecimentos como supermercados, açougues, padarias, bancos, lotéricas — em relação a tempo de espera na fila — e entre esses, 40 foram autuados e multados, resultando em mais de R$ 150 mil em multas no ano.

Rodrigo Martins conta que o foco esteve nos estabelecimentos que não fecharam durante muito tempo no período da pandemia, como supermercados, padarias, açougues e outros que permaneceram abertos em todo o período, só fechando durante o lockdown. "Infelizmente, a maioria dos estabelecimentos autuados foram por conta de produtos vencidos na área de venda. Isso mostra que o fornecedor não vem fazendo a parte dele dentro dos estabelecimentos, que é conferir a data de validade desses produtos. Isso acende para nós uma luz de atenção para que também o consumidor fique atento em relação a isso e olhe a data de validade antes de levar o produto", explicou.

Outro problema comum na cidade foi em relação a estabelecimentos como supermercados e padarias fatiando peças de frios vencidas. "Isso é uma afronta ao direito do consumidor, que não tem nem acesso àquela informação", acrescentou Rodrigo.