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Taxistas preparam mobilização contra o Uber em Araraquara

Projeto sobre transporte individual remunerado de passageiros será discutido pela Câmara
Postado em: 17/01/2018 às 16:15
Autor: Redação
Taxistas preparam mobilização contra o Uber em Araraquara
Marcelo Cesar da Silva, credenciado pelo Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários

Na Tribuna Popular da Sessão Ordinária desta terça-feira (16), a primeira sessão legislativo de 2018, o taxista Marcelo Cesar da Silva, credenciado pelo Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de Araraquara, abordou o projeto de lei nº 314/17, que trata da regulamentação da atividade econômica privada de transporte individual remunerado de passageiros. Na prática, o projeto, de autoria do vereador Rafael de Angeli, regulamentaria o transporte privado executado por meio de aplicativos como o Uber, já muito popular em São Paulo e outras capitais brasileiras.

Para Silva, a mobilidade urbana ficaria comprometida com a aprovação do projeto. “Teríamos mais automóveis circulando pela região central da cidade, e hoje nos horários de pico e em dias chuvosos está quase inviável trafegar com o constante congestionamento que ocorre”, afirmou, explicando que seriam pelo menos mais 150 carros para competir com os taxis.

“Somos 137 taxistas cadastrados com alvará, pagamos impostos e taxas. Temos a frota mais nova do Brasil: os carros têm, em média, um ano e três meses de uso. Cerca de 60 a 70% dos veículos são financiados. Com a entrada do Uber, muitos serão prejudicados. São cerca de 200 famílias, mil pessoas, 0,4% da população araraquarense. Nenhum de nós faz bico, sustentamos nossas famílias”, alertou. “A aprovação desse projeto vai acabar com a nossa categoria”, completou.

O taxista destacou que está em fase de implantação pelo Sindicato um aplicativo próprio para chamar os taxis. Ele também indagou sobre a fiscalização. “O serviço de mototáxi, por exemplo, demorou anos para ser regulamentado. Temos apenas 60 mototaxistas cadastrados, mas trabalham 400 motos”.

Silva entende ainda que a segurança do passageiro transportado ficaria comprometida. “Quem responderá caso ocorra algum sinistro, acidente? No cadastramento do motorista-parceiro com a plataforma, não se sabe quem é quem”, finalizou.

O argumento dos taxistas parece ter sensibilizado os vereadores da Câmara Municipal de Araraquara. Representantes do PT, PMDB e do próprio partido do autor da proposta, o PSDB, demonstraram concordância com a categoria e pediram cautela na discussão da proposta. Segundo Rafael de Angeli, o texto ainda passará por revisão antes de entrar em discussão.